sábado, 7 de abril de 2012

Vovô


Não foi pessoa de sermão;
apenas quando no púlpito da Igreja.
Em casa quase, quase, passava despercebido não fossem os gestos...
De amor, de compaixão, de alegria, gestos!
Hoje, passados quase 30 anos de uma noite de colo e contação de histórias
sinto suas marcas em minha vida,
seu amor em meu coração.
Recordação, isso é a vida.
Vovô.


(Foto: vovô Schaly, tia Dorothy e minha avó Milli na varando de casa em Belém - PA por volta de 1940)

Vaso


























O barro nas mãos do oleiro...

Quando atenção, compreensão, meditação: VASO.

Quando distração, sofrimento, pensamento: BARRO.

...infinito ciclo posto ser impossível ao vaso ou ao barro ser barro e vaso eternamente.


(eu, aos 07 meses em Olinda-PE; casa de vovó Amélia)

Pertence


Pertence a todos por sermos um só.
Parece apenas meu pelo ego.
O que amo; o que odeio; o que não sei nomear.
Ao outro também pertence
Dentro do seu olhar.
As experiências não são diferentes em natureza;
São em percepção.
Então cada um faz seu caminho,
Dentro da limitada compreensão!

(foto: 1925; lado direito: Vovô Schaly)